Vice-campeão da Conmebol Libertadores, o Atlético-MG de Gabriel Milito parecia ter tudo para vencer a final, mas acabou superado “nos detalhes” pelo Botafogo. Ao garantir um jogador a mais com a expulsão de Gregore no primeiro minuto de jogo, o Galo não soube aproveitar a vantagem e sofreu uma derrota por 3 a 1, na qual o técnico assumiu toda a culpa e evitou falar sobre seu futuro com a equipe. Ele optou por concentrar seus esforços na reta final do Brasileiro, onde enfrenta Vasco e Athletico-PR nas próximas rodadas.
– Para mim é momento de fechar o campeonato. O futuro vai chegar. Mas, agora, devemos focalizar somente nos dois jogos do campeonato.
Desde que se consolidou nas finais da Libertadores e da Copa do Brasil, o Atlético-MG vive uma fase ruim. São 11 jogos seguidos sem vencer, contabilizando sete derrotas e quatro empates. Tal fato foi comentado e assumido integralmente por Milito, que declarou a necessidade de recuperar a moral dos atletas após um novo vice-campeonato, e sonhar com uma vaga nas competições Conmebol do ano seguinte.
“Tenho que assumir a responsabilidade pela má fase durante os últimos 30 dias, inesperada para todos nós. Faltam dois jogos para o final da temporada. Temos que levantar os jogadores, para enfrentar o Vasco e finalizar contra o Athletico. Temos que ganhar os dois jogos para ter a chance de ingressar na Copa Libertadores e, caso não, na Sul-Americana.”
Milito analisa derrota para o Botafogo
Sobre a grande decisão da Libertadores, Gabriel Milito reconheceu a grande vantagem atleticana de ter um a mais por quase todo o jogo, e lamentou não ter conseguido aproveitá-la a tempo. Apesar de ter ensaiado uma reação na etapa final com Eduardo Vargas, os gols de Luiz Henrique e Alex Telles ainda no primeiro tempo foram um balde de água fria nos planos do Galo, que se abalou com a ascensão adversária mesmo com 10.
Tivemos uma oportunidade tão favorável como hoje, onde, com toda a partida tivemos um jogador a mais. É uma grande vantagem que não pudemos aproveitar. Além da vantagem de um jogador a mais, formos ao intervalo perdendo de 2 a 0. Foi um golpe bastante duro para a gente. Os jogadores foram para o segundo tempo com a ideia de marcar gol. O primeiro chegou rápido e depois gerar situações de perigo. Claramente, nos escapou oportunidade imemorável de ganhar a Libertadores.”
Sobre o fato de ter 11 contra 10 ainda no primeiro minuto, o técnico ainda foi indagado se isso não provocou um excesso de confiança sobre o Atlético-MG. Ele declarou que não e deixou a entender que a equipe sofreu gols em “momentos oportunos” no primeiro período. O Botafogo ainda ampliou nos acréscimos do segundo tempo com Júnior Santos.
– Excesso de confiança, não. Impossível jogar uma final com excesso de confiança. É o pior inimigo para uma equipe. Foram duas ações pontuais de ataque que eles tiveram, que nos custaram dois gols. Depois, com a superioridade numérica, tínhamos a desvantagem no marcador. Não pensamos em jogar com um a mais e nem ir para o intervalo com um 2 a 0 no desfavor. Mas a equipe reagiu, fez um gol, tentou, buscamos, tivemos situações para marcar. Não tivemos a sorte na cara do gol.