O Santos estava com todos os prognósticos contrários em relação à fuga do rebaixamento nas últimas rodadas por causa da falta de resultados mesmo com a melhora no desempenho sob o comando técnico de Juan Pablo Vojvoda, mas quem é ídolo sempre aparece na hora certa. Neymar está lesionado e seu joelho impedem maior presença no campo de jogo nesta reta final de Brasileirão, mas sua participação enquanto pôde estar presente diante do Juventude em confronto pela 37ª rodada pode ter sido decisiva para evitar o rebaixamento do Peixe, com uma vitória de 3 a 0 construída apenas pelos gols marcados pelo eterno “menino da Vila”, que precisa somente de uma grande atuação para despertar novamente a magia do torcedor santista.
Apesar da temporada de Neymar receber contestações justas por motivos de comportamento e questões físicas (as quais impediram maior presença durante o ano inteiro), os números são inegáveis e mostram que o Santos possui aproveitamento melhor quando o craque está em campo. A reta final decisiva com cinco gols em três jogos inclusive ajuda no entendimento de que a equipe provavelmente já estivesse rebaixada se não fosse a presença do camisa 10 no elenco. Neste momento da temporada, não importa se as melhores atuações vieram contra equipes de péssimo nível técnico, pois não havia nenhuma garantida de que o resto do elenco conseguiria dar conta do recado num momento tão decisivo.
Depois desse resultado, o Santos precisa somente de um simples empate diante de um Cruzeiro que já está preocupado com a Copa do Brasil e utilizará uma escalação praticamente reserva na Vila Belmiro neste domingo. Mesmo com uma improvável derrota, o Peixe ainda dependeria de uma série de resultados para que uma tragédia ocorresse, dando indícios de que o tradicional clube da Baixada Santista enfim escapou do fantasma do rebaixamento, que está muito mais vivo em Internacional e Ceará, por exemplo.
Neymar salvou um Santos muito apático contra o Juventude

Ainda assim necessitamos mais uma vez abordar a falta de assertividade que o Santos possui como um todo nesta reta final de campeonato, pois o jogo diante do Juventude foi construído com tensão desnecessária e uma falta de atitude muito estranha por parte do Peixe. Os 45 minutos iniciais foram extremamente negativos com poucas chances de gol para Neymar e nenhuma oportunidade real do Peixe para abrir o placar, enquanto os gaúchos controlavam a posse de bola com alguma tranquilidade inclusive.
Neymar teve participação limitada por causa do menisco do joelho e principalmente pela marcação implacável do Juventude, principalmente do camisa 10 Jadson. Ainda assim houve chance de marcar em contra-ataque, mas Guilherme demorou muito para acionar o craque, que já poderia ter aberto o placar depois que os gaúchos tiveram um gol anulado. Ou seja, o Santos precisou mesmo de um sacrificado Neymar e seu talento individual para garantir uma grande vitória fora de casa, com o ídolo entendendo os movimentos de seu marcador e partindo para cima com dribles, além de Guilherme finalmente ter demonstrado calma para colaborar com o meia-atacante nos momentos de maior necessidade. Depois disso, vale a reflexão em torno de 2026 e a permanência de alguns jogadores e até mesmo da comissão técnica.
Imagem: AGIF