O Palmeiras entrou em campo em um dos jogos mais aguardados da 3ª rodada do Paulistão em um grande teste diante do Mirassol, sendo esse mais um passo importante rumo ao início do Brasileirão buscando apagar a memória do encerramento negativo da temporada passada com bastante ansiedade. Houve mais uma vitória com placar mínimo, mas Abel Ferreira manteve os 100% de aproveitamento neste início de 2026 e conseguiu manter o ânimo de seu elenco rumo à tentativa do título do Paulistão, um torneio antes tratado como algo secundário/terciário, mas que no atual contexto está sendo levado com grande importância pela diretoria e comissão técnica.
A imagem do Corinthians ter comemorado tanto o título estadual em 2025 e isso ter sido um dos pontos que manteve Dorival Júnior no cargo durante o restante da temporada culminaram no rival ter conquistado o título da Copa do Brasil e ter garantido vaga na Libertadores. Um ano em que houveram várias derrotas para o rival mostram que o Palmeiras necessita retomar a conquista de taças, sendo este o mote adotado pelo técnico português para todo o restante do ano.
Palmeiras conseguiu boas notícias contra o Mirassol
Abel Ferreira manteve a política de rodízio do elenco e mandou em campo uma formação mista, destacando a estreia ou sequência de nomes como Carlos Miguel e o jovem volante Luís Pacheco. Com isso, o Verdão adotou uma variação entre um 4-2-3-1 defensivo e um 3-2-5 na fase ofensiva, com o lateral-esquerdo Arthur por vezes fechando como um terceiro zagueiro ou dando amplitude.
Outra grande novidade consistiu no retorno de Vitor Roque à equipe titular, e o atacante atuou como a referência de mobilidade no ataque, buscando profundidade e criando a melhor chance do primeiro tempo, embora tenha saído com dores no joelho no intervalo, preocupando o torcedor que pode ver seu principal jogador virar desfalque no início do Brasileirão.
O Palmeiras aplicou uma blitz nos primeiros 15 minutos, e a estatística de 7 escanteios em 11 minutos reflete uma equipe que buscou sufocar a saída de bola do Mirassol. Grande parte dessa pressão teve sucesso graças à Mauricio e Ramón Sosa, dupla que atuou aberto, mas com liberdade para flutuar por dentro. Sosa foi o principal motor criativo, explorando contra-ataques em duelos individuais contra Reinaldo.
Depois de uma pressão alviverde na etapa inicial, o jogo ficou travado no início do segundo tempo, com o Mirassol conseguindo esfriar a partida através de faltas e uma posse de bola mais cautelosa. Contudo, a entrada de Flaco López deu a presença de área que faltava e isso culminou no gol da vitória do Palmeiras. Aos 26 minutos do 2º tempo, Ramón Sosa cobrou falta precisa para o cabeceio de Flaco López, em uma partida que estava marcada por pouca inspiração e que o empate parecia ser o resultado mais provável.
Por fim, apesar da enorme decepção que foi a reta final da temporada anterior, o Palmeiras chegou ao seu 7º jogo como mandante sem sofrer gols, e Marlon Freitas também se destacou positivamente nas transições defensivas, impedindo que o meia Shaylon, do Mirassol, conseguisse acionar os atacantes Alesson e André Luís.
Imagem: Gazeta Press