O Vasco certamente foi um dos clubes com a maior variação de humor durante o ano em meio aos momentos de grande euforia e enorme frustração. Nesta jornada formada por grandes vitórias e alguns acontecimentos vexatórios, a temporada 2025 fica marcada pela retomada do protagonismo na disputa por um título nacional, mas também por um sentimento enorme de decepção provocada pelo desfecho que deixou mais de 65 mil vozes caladas no Maracanã e milhões de torcedores vascaínos decepcionados no último jogo do ano.
Vasco não se achou com Fábio Carille em nenhum momento
A temporada começou de forma tumultuada por causa da falta de desempenho sob comando de Fábio Carille, treinador escolhido pela gestão de Pedrinho devido às limitações técnicas do elenco exigirem um time mais defensivo para neutralizar adversários. Durante os primeiros meses, o cruzmaltino teve uma campanha instável no Campeonato Carioca, mas avançou para as semifinais.
Em jogo disputado praticamente sem a presença de público no Nilton Santos, o Vasco acabou sendo derrotado pelo seu maior rival por 1 a 0 e acabou sofrendo um novo revés no Maracanã no jogo de volta, sendo eliminado pelo Flamengo com duas derrotas e atuações muito abaixo do esperado pelo torcedor.
O início já não estava causando boas impressões, mas a derrota para o Cruzeiro na sexta rodada do Brasileirão provocou o encerramento do trabalho de Fábio Carille no cruzmaltino, treinador que também encontrou problemas contra adversários muito inferiores nas fases iniciais da Copa do Brasil.
Fernando Diniz viveu forte instabilidade no Vasco
Depois de ter sido dispensado do Cruzeiro, Fernando Diniz aceitou o desafio de voltar ao futebol carioca e assumiu o comando do Vasco após um “chamado” de Pedrinho, ganhando total liberdade para tomar decisões sobre o elenco e principalmente estilo de jogo. O primeiro semestre terminou de forma difícil, com muitos resultados negativos e falta de assimilação de alguns jogadores, causando resultados vexatórios na Copa Sul-Americana.
Justamente por isso que foi importante a paralisação para o Mundial de Clubes; enquanto os outros três rivais estavam nos EUA duelando contra times de outros continentes no torneio da FIFA, o Vasco estava descansando e fazendo contratações assertivas para melhorar o nível do time titular. Com isso e a estrela de Rayan (potencializada por Diniz), o cruzmaltino subiu de nível e uma sequência muito positiva no Brasileirão, apagando a frustração pela eliminação nos playoffs do torneio continental.
No entanto, quando o Vasco assumiu a liderança do returno durante o mês de outubro, a paralisação para a última Data Fifa trouxe diversos prejuízos, e a intensidade jamais foi retomada com o mesmo nível nos jogos seguintes. Antes lutando por vaga direta na Libertadores, o campeonato do Gigante da Colina terminou com goleada de 5 a 0 sofrida para o Atlético-MG, deixando o time próximo do Z-4.
Copa do Brasil terminou com novo trauma para o Vasco no Maracanã
Apesar de tudo isso, o aumento da competitividade do time titular foi o suficiente para conseguir grandes resultados na Copa do Brasil, superando adversários mais bem qualificados e até mesmo um duelo contra o rival Fluminense para chegar na decisão.
No primeiro jogo diante do Corinthians, uma grande atuação fora de casa alimentou a esperança da torcida em voltar à conquistar um título nacional, mas a irregularidade voltou no momento mais inadequado possível, e o “nó tático” de Dorival Júnior criou um novo trauma do Vasco em relação ao Corinthians, fechando o ano de forma muito amarga.
Imagem: AGIF