O São Paulo voltou a comemorar uma vitória no Campeonato Brasileiro 2025. Após três rodadas sem ganhar, o Tricolor superou o Juventude por 2 a 1, neste domingo (23), na Vila Belmiro. Os gringos Bobadilla e Rigoni balançaram as redes a favor dos paulista, enquanto o também estrangeiro Ferraresi anotou contra.
Mais uma vez, o técnico Hernán Crespo contou com uma extensa lista de desfalques: eram 12 jogadores fora por problemas físicos, além do suspenso Alisson. Ainda assim, o Tricolor conseguiu ser mais efetivo e afundou o Juve na zona de rebaixamento.
São Paulo melhor no primeiro tempo
Após lançar uma escalação mais cautelosa no clássico contra o Corinthians, Crespo apostou em alas mais ofensivos, com Ferreirinha improvisado na esquerda e Maik na direita. Em campo, se a torcida ainda duvidava das ambições do time neste fim de temporada, não faltou vontade.
Com uma marcação pressão desde o início, o São Paulo foi melhor na etapa inicial. O Juventude, é verdade, teve uma chance claríssima desperdiçada por Gabriel Taliari aos 4 minutos – o atacante saiu na cara de Rafael, mas chutou para fora.
O Tricolor paulista, porém, abriu o placar os 6 minutos justamente com uma aposta de seu treinador. Ferreirinha avançou da esquerda para dentro e achou Luciano, que parou no goleiro Ruan Carneiro. No rebote, Bobadilla apenas complementou para as redes.
Confortável na partida, a equipe são-paulina continuou com espaço pela esquerda e quase ampliou em duas ocasiões. Na primeira, Luciano recebeu de Ferreirinha e bateu colocado para fora. Na segunda, Luiz Gustavo finalizou de canhota para defesa do arqueiro.
Já no fim, com o duelo controlado, o São Paulo passou a “cozinhar” os gaúchos, trocando passes para o lado e administrando a pequena vantagem. A postura quase resultou em uma “punição”.
Aos 44 minutos, Jadson pegou sobra no escanteio e acertou o travessão em boa intervenção de Rafael. Nos acréscimos, Luís Mandaca ainda bateu por cima em novo cochilo dos tricolores.
Tricolor mais efetivo
No retorno do intervalo, mais uma preocupação para o São Paulo: com dores na coxa, Ferreirinha foi substituído pelo jovem Lucca. O técnico Thiago Carpini, por sua vez, colocou Ênio e Lucas Fernandes nas vagas de Jadson e Giovanny por opção técnica.
As alterações do Juventude surtiram efeito imediato. Com mais jogadores na última linha de defesa são-paulina, os visitantes passaram a ter mais volume e criaram com Ênio, Lucas Fernandes e Marcos Paulo em menos de 10 minutos – Rafael defendeu as três tentativas com certa facilidade.
Para tentar retomar as rédeas do confronto, Crespo lançou Marcos Antônio, volante que estava lesionado, no lugar de Pablo Maia. A entrada do jogador deu um novo ritmo para o Tricolor, que também passou a depositar suas ofensivas com Lucca.
Arisco, o jovem deu trabalho pelo lado esquerdo, criou algumas jogadas insinuantes e deixou o São Paulo com um jogador a mais. Já aos 38 minutos, Lucca recebeu uma entrada na canela de Igor Formina, que levou vermelho após intervenção do VAR.
Com um homem a mais, o Tricolor chegou ao segundo gol com Rigoni, que saiu em velocidade no contra-ataque, cortou para dentro e acertou no canto. Já nos acréscimos, Ferraresi ainda foi infeliz ao tentar cortar um cruzamento, anotando um gol contra. O Juventude, porém, não teve tempo e nem perna para buscar a igualdade.
Como fica?
Com o triunfo, o São Paulo chega aos 48 e volta ao G8, posição que pode dar uma vaga na próxima Copa Libertadores da América – para isso, os são-paulinos precisam torcer para Cruzeiro ou Fluminense ganhar a Copa do Brasil.
O resultado, assim, traz uma motivação extra para os jogadores tricolores nesta reta final de temporada. Restam três jogos: Fluminense e Vitória como visitante, além de Internacional no Morumbis.
O Juventude, por sua vez, segue na penúltima colocação com 33 pontos, cinco a menos que o Santos, primeiro time fora do Z4. A equipe jaconera ainda encara o Peixe e o Bahia como mandante, além do Corinthians na Neo Química Arena.
Foto: Reprodução/São Paulo FC

