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Seleção brasileira é convocada para a Copa do Mundo; confira os 26 escolhidos de Carlo Ancelotti

O Brasil já conhece os seus 26 jogadores para a Copa do Mundo 2026. Nesta segunda-feira (18), o técnico Carlo Ancelotti convocou a seleção que vai vestir a amarelinha nos Estados Unidos no próximo mês, e, como esperado, poucas surpresas estavam na lista final.

Entre os principais destaques, estão os nomes de Neymar, do Santos, que encerrou uma dúvida grande se ele ia ou não jogar sua provável última Copa do Mundo. Além disso, as dúvidas na posição de goleiro e centroavante também foram sanadas. A lista final conta com nove jogadores que atuam no Brasil e 17 jogadores que atuam no exterior.

Confira a lista final da seleção brasileira de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo 2026:

Goleiros

Alisson (Liverpool)
Éderson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)

Laterais

Wesley (Roma)
Danilo (Flamengo)
Alex Sandro (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)

Zagueiros

Marquinhos (PSG)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Bremer (Juventus)
Léo Pereira (Flamengo)
Ibañez (Al Ahli)

Meias

Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Danilo (Botafogo)
Fabinho (Al-Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)

Atacantes

Rayan (Bournemouth)
Matheus Cunha (Manchester United)
Vinicius Júnior (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Luiz Henrique (Zenit)
Endrick (Lyon)
Neymar (Santos)
Igor Thiago (Brentford)
Gabriel Martinelli (Arsenal)

Analisando a lista final de Ancelotti para a Copa

Ancelotti mantém a base que vinha sendo convocada desde o começo de seu trabalho na seleção brasileira, trazendo nomes como Wesley, Douglas Santos, Igor Thiago e Luiz Henrique, símbolos de sua seleção que foram ganhando mais oportunidades desde que ele chegou.

No entanto, a lista não foi isenta de surpresas. A presença do goleiro Weverton, do Grêmio, mesmo sem viver grande fase nos últimos anos, mostra uma tentativa de levar experiência de Copa do Mundo a um grupo que está buscando liderança. Outros nomes que não vinham sendo convocados, como Lucas Paquetá, do Flamengo, também ganharam oportunidade.

Embora a grande expectativa fosse de uma renovação completa da seleção depois do fracasso de 2022, muitos dos nomes que estavam no Catar voltaram para 2026. O Brasil conta com lideranças como Casemiro, que fez uma ótima temporada no Manchester United, Fabinho, Marquinhos e os goleiros Éderson e Alisson, questionados na Europa, mas com vagas cativas na seleção.

A grande expectativa era para saber se Neymar, do Santos, estaria entre os convocados. O grande clamor popular pelo atacante do Santos foi respondido com festa após Ancelotti anunciar o seu nome na lista. Neymar, apesar de ser o grande símbolo da geração, tinha muitas dúvidas sobre a sua convocação, principalmente pela sua ausência em outros momentos. No entanto, o treinador italiano decidiu convocá-lo.

Afinal, a lista é boa?

O Brasil chega na Copa do Mundo longe de ser uma das favoritas, muito por conta de um ciclo conturbado e pouco uniforme que culminou com a chegada de Ancelotti. No entanto, para o conjunto da seleção, a lista faz sentido. Ancelotti leva zagueiros consagrados, incluindo dois finalistas de UEFA Champions League, e uma defesa que conta com laterais ofensivos e defensivos.

No entanto, há alguns pontos que precisam ser discutidos. Os goleiros não são confiáveis o bastante para a seleção. Alisson, apesar de ser um dos ídolos recentes do Liverpool, fez uma temporada abaixo do esperado e vem de muitas lesões. Éderson foi um dos grandes responsáveis pela perda do título turco pelo Fenerbahçe, enquanto Weverton não está nem entre os cinco melhores goleiros do Brasileirão.

Além disso, a escolha por confiar em lideranças que nunca lideraram é questionável. A ideia de levar Danilo e Alex Sandro fere o discurso de meritocracia que o próprio Ancelotti pregou, assim como a escolha de Léo Pereira também é questionável pelo 2026 que vem fazendo.

Alguns pontos positivos precisam ser destacados. Ancelotti leva Fabinho por entender que jogadores da característica de Casemiro são necessários para o Brasil, e leva Danilo pela gigantesca capacidade do meia do Botafogo de fazer um box-to-box, essencial para um esquema de 4-2-4. No entanto, ele não se limita a isso, levando um nome como Paquetá, que pode trazer variação quando esse esquema não der certo.

No ataque, também precisamos destacar os acertos do treinador italiano. Igor Thiago tem sido um dos melhores atacantes da Premier League neste ano, enquanto Rayan é um dos grandes jogadores do Bournemouth desde que chegou. A escolha por Endrick também se mostra acertada, e a fluidez do ataque do Brasil num 4-2-4 pode ser um dos trunfos para levar a seleção mais longe.

Neymar, por sua vez, é uma questão a parte. Longe do seu auge físico e técnico e longe de ter um encaixe bom no esquema que Ancelotti quer para a seleção brasileira, o jogador do Santos precisa provar que pode jogar. Para isso, terá algum tempo de treinamento em alto nível para se colocar no nível dos outros. A lógica é de entender se ele aguenta esse alto nível. Se aguentar, não há dúvidas de que pode ser importante.

No final, a lista da seleção brasileira é apenas mediana. A escolha questionável por nomes que não conseguem mais render em alto nível e não são unanimidades nem em seus clubes baixa um pouco a nota da convocação, mas os pontos positivos dão um equilíbrio interessante. Essa não deve ser a seleção do hexa, mas deve ser a seleção que vai colocar o povo de volta ao lado do Brasil.

(Foto: Rafael Ribeiro/CBF)