O Chelsea está prestes a perder uma de suas principais peças do meio-campo, mas a maior preocupação para o clube londrino pode estar justamente no que acontecerá depois da saída. O argentino Enzo Fernández chegou a um acordo para deixar os Blues e se transferir para o Manchester City por uma quantia recorde, enquanto a diretoria ainda não tem garantias de que contratará um substituto.
O negócio entre Chelsea e Manchester City foi fechado por £ 125 milhões, valor que representa um recorde de transferência no futebol britânico. A negociação avançou durante o Deadline Day e permitirá que Enzo Fernández volte a trabalhar com Enzo Maresca, seu antigo treinador, agora no comando do clube de Manchester.
Enquanto o City se prepara para receber um dos jogadores mais caros de sua história, o Chelsea vive uma situação bem diferente. A equipe comandada por Xabi Alonso pode terminar a janela sem contratar um novo meio-campista, mesmo depois de perder uma peça importante e de já enfrentar problemas físicos no setor.
Chelsea tentou Lamine Camara, mas encontrou resistência
A primeira opção do Chelsea para substituir Enzo Fernández era Lamine Camara, do Monaco. O clube inglês apresentou uma proposta inicial de € 45 milhões, mas a oferta foi recusada. Pouco depois, uma segunda investida, de € 50 milhões, também acabou rejeitada pelo clube francês.
Segundo o relato apresentado na matéria, o Monaco não pretende negociar o meio-campista antes do fechamento da janela. A situação complica ainda mais os planos do Chelsea, que também encontrou dificuldades na tentativa de avançar por Manu Koné, da Roma.
Diante desse cenário, o Chelsea pode simplesmente decidir não contratar ninguém para ocupar a vaga deixada por Enzo. Jornalistas próximos ao clube indicam que os Blues estão satisfeitos com o elenco atual e continuarão avaliando oportunidades até o fim da janela, mas uma nova contratação está longe de ser garantida.
Chelsea corre risco no meio-campo
A decisão chama atenção principalmente pelo momento físico do elenco. Moisés Caicedo vem lidando com problemas físicos nas últimas semanas e teve de deixar o campo apenas 14 minutos depois de entrar na partida contra o Brighton & Hove Albion.
Naquele confronto, Malo Gusto começou ao lado de Romeo Lavia no meio-campo. Reece James e Valentin Barco ficaram entre os jogadores no banco de reservas. O cenário mostra que a equipe pode ficar com poucas alternativas caso os problemas físicos continuem aparecendo durante a temporada.
Ainda não há uma definição sobre a gravidade da lesão de Caicedo, mas a situação aumenta o risco de o Chelsea iniciar o restante da temporada sem uma reposição direta para Enzo Fernández.
A preocupação é ainda maior porque o time londrino chega ao novo ciclo com expectativa de fazer uma boa temporada sob o comando de Xabi Alonso. Perder um jogador importante e não contratar uma alternativa pode acabar sendo um problema mais adiante.
Chelsea tem dinheiro, mas pode não gastar
Financeiramente, o Chelsea não parece estar impedido de buscar uma solução. A venda de Enzo Fernández ao Manchester City fará com que o clube tenha um saldo líquido positivo superior a € 30 milhões nesta janela, considerando também as movimentações realizadas anteriormente.
Além disso, outras saídas permanentes devem aumentar ainda mais esse valor. Tosin Adarabioyo está acertado com o Tottenham por € 8 milhões, enquanto Deivid Washington será negociado em definitivo com o Strasbourg por € 16 milhões. O Chelsea também receberá valores referentes aos empréstimos de Mykhailo Mudryk e Robert Sánchez.
Ou seja, existe margem financeira para uma nova contratação antes do encerramento da janela, marcado para as 23h no horário britânico. O problema não parece ser falta de recursos, mas sim a decisão sobre como utilizá-los.
Mesmo com o dinheiro entrando nos cofres, o Chelsea pode optar por confiar nas opções que já possui no elenco. Entre elas estão reforços contratados durante o verão, como Valentin Barco e Jordan Henderson.
Saída de Enzo aumenta pressão sobre o elenco
Outro movimento também influencia a situação. Dario Essugo está acertado para deixar o Chelsea por empréstimo e se juntar ao Strasbourg. Com isso, o número de alternativas disponíveis para o meio-campo fica ainda mais reduzido.
A diretoria, portanto, terá de confiar em jogadores que já fazem parte do elenco para preencher o espaço deixado por Enzo Fernández. O problema é que o argentino não era apenas mais uma opção para a posição: sua saída representa uma mudança importante na composição do setor.
A venda por £ 125 milhões é excelente do ponto de vista financeiro, mas o Chelsea precisa equilibrar o lucro obtido com a necessidade esportiva de manter um elenco competitivo. Não adianta realizar uma negociação histórica e depois ficar sem uma alternativa adequada para uma posição importante.
Por enquanto, a tendência é que os Blues continuem monitorando o mercado até o último momento. A prioridade continua sendo encontrar uma solução, mas as dificuldades com Lamine Camara e Manu Koné fizeram com que a possibilidade de terminar a janela sem um novo meio-campista ganhasse força.
Chelsea pode pagar caro pela decisão
Caso nenhuma contratação seja realizada, Xabi Alonso terá de trabalhar com as alternativas que já estão disponíveis no elenco. A situação pode funcionar caso os principais jogadores do setor permaneçam saudáveis e mantenham um bom nível durante a temporada.
O problema é que o Chelsea já recebeu um sinal de alerta com a situação de Caicedo. Se o equatoriano continuar enfrentando problemas físicos, a ausência de Enzo Fernández poderá ser sentida ainda mais.
Por isso, a decisão de não contratar um substituto envolve um risco considerável. O Chelsea tem dinheiro em caixa, possui um projeto ambicioso e está apostando em um novo treinador. Ao mesmo tempo, acaba de perder um dos seus principais meio-campistas e pode não colocar outro jogador no lugar.
A janela ainda não terminou, então o cenário pode mudar rapidamente. Mas, se nenhuma novidade acontecer, o Chelsea deixará Enzo Fernández partir para o Manchester City sem uma reposição direta. E essa escolha, apesar de representar economia no mercado, pode se transformar em um dos grandes erros dos Blues durante a temporada.
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