Dorival comandando a Seleção Brasileira diante do Uruguai, em novembro de 2024. Grêmio
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Dorival Jr. tem decisão a tomar no meio-campo do Brasil: manter o erro por orgulho ou corrigir a rota?

Dorival Júnior tem uma decisão complicada para o meio-campo da Seleção Brasileira no confronto contra a Argentina. Após a vitória por 2×1 sobre a Colômbia, a equipe sofreu baixas importantes no meio-campo: Gérson, lesionado, e Bruno Guimarães, suspenso pelo acúmulo de cartões. No lugar de Gérson, Dorival optou por Joelinton, que teve uma atuação abaixo da expectativa e foi diretamente responsável pelo gol da Colômbia. Agora, o treinador precisa decidir se mantém a escolha inicial por orgulho ou se corrige a rota para evitar outro tropeço.

Quando anunciou sua primeira lista, Dorival convocou André e Joelinton como opções para o meio-campo, o que indicava uma certa confiança nesses jogadores. No entanto, com as perdas de Gerson e Bruno Guimarães, ele teve que recorrer a reforços: chamou João Gomes e Ederson, que vem sendo um dos grandes destaques da Atalanta na temporada. Isso levanta a grande dúvida: manter a dupla inicialmente convocada ou apostar nas novas peças?

Problemas expostos contra a Colômbia

No jogo contra a Colômbia, o Brasil enfrentou um meio-campo que dominou as ações. Richard Ríos, Jhon Arias e James Rodríguez se sobressaíram, vencendo divididas e sempre contando com superioridade numérica nas jogadas. Esse cenário ficou ainda pior quando Gerson deixou o campo. A partir dali, o Brasil perdeu fluidez na saída de bola e viu a Colômbia crescer no jogo.

Meio-campo Argentino extremamente qualificado

Diante da Argentina, a tendência é que Dorival enfrente um desafio ainda maior. O meio-campo argentino é um dos setores mais fortes da equipe, contando com jogadores extremamente técnicos como Enzo Fernández, Leandro Paredes e Alexis MacAllister. Esses três atletas têm a capacidade de controlar o ritmo do jogo, criar espaços e auxiliar tanto na defesa quanto no ataque. Se Dorival repetir a mesma estratégia do jogo contra a Colômbia, pode acabar vendo sua equipe ser dominada novamente.

Novas peças para Dorival

A decisão sobre quem entra no meio-campo deve levar em conta tanto o momento dos jogadores quanto a característica do jogo. Joelinton, após sua atuação ruim, não parece ser a melhor opção, mas Dorival pode insistir nele por uma questão de coerência com suas convocações iniciais. André, por outro lado, é um jogador confiável na saída de bola, mas tem menos imposição física, o que pode ser um problema diante de um meio-campo tão intenso quanto o argentino.

A presença de Ederson e João Gomes como opções adicionais pode mudar o rumo da escolha. Ederson, além de viver uma grande fase na Atalanta, é um meio-campista dinâmico que consegue transitar entre defesa e ataque com facilidade. João Gomes é conhecido por sua intensidade na marcação, algo que pode ser essencial para frear os avanços argentinos. Uma dupla formada por esses dois jogadores poderia dar mais segurança à Seleção Brasileira.

Outras mudanças na Seleção

Além do meio-campo, Dorival terá que lidar com outras mudanças obrigatórias. Alisson está fora devido ao protocolo de concussão, Gabriel Magalhães também não estará disponível, e as baixas de Gerson e Bruno Guimarães já estão confirmadas. Isso significa que o treinador precisará redesenhar a espinha dorsal da equipe.

Outra questão que Dorival deve considerar é a lateral direita. Wesley entrou muito bem contra a Colômbia e pode ser uma boa opção para começar jogando. Diante de um time como a Argentina, que gosta de explorar os lados do campo, um lateral com boa capacidade de marcação e chegada ao ataque pode ser um diferencial.

Dorival, orgulho ou convicções?

A escolha de Dorival Júnior para o meio-campo contra a Argentina será determinante para o desempenho da Seleção no jogo. Manter a dupla de reserva inicialmente convocada, com André e Joelinton, pode ser um erro se basearmos na atuação contra a Colômbia. Por outro lado, apostar nos recém-chegados João Gomes e Ederson pode dar um novo fôlego ao time. A grande dúvida é: Dorival terá coragem de mudar ou manterá sua escolha por orgulho?

O jogo contra a Argentina será um teste de fogo não apenas para os jogadores, mas também para o treinador. Se o Brasil repetir os erros da partida contra a Colômbia, corre o risco de ser dominado novamente. A solução está nas mãos de Dorival Júnior, que precisará provar que sabe corrigir a rota antes que seja tarde demais.